Quinta-feira, 24 de Maio de 2007

 Naquele tempo éramos rosa choque

Metáfora do amor agudo

Duas mãos, dois sorrisos, dois corpos ao toque

Toda a presença confortante do diálogo mudo.

 

Alcançamos o êxtase do branco celestial

Paz completa, segurança pro meu peito

Na certeza de um sólido respeito primordial

Encontro Deus e agradeço, pelo alívio com que me deito

 

Esmorecemos para o azul do céu

Sonhos revirando agitados como o mar

No içar das tuas velas nosso beijo perde o mel

Eu espero a tormenta passar

 

No verde esperança

Guardo as lembranças coloridas

Tempo de amor, tempo de bonança

Enlaçando as nossas vidas.

 

Caímos no démodé, old school

Preto & branco Existe charme no cru?

Sem maquiagem colorida, conhecemos a rotina sem encanto

(“sinto muito”;”sinto tanto”)

 

 A paixão ficou cinza

Virou copo quebrado, jornal bagunçado

O amor conhece as fases, sente o clima

Esperamos seu novo tom, impacientes e emburrados

 

Ele vem em tom pastel, delicado

O que era ímpar já se tornou banal

Os carinhos só ficaram no nosso retrato desbotado

Descobri num espasmo que com o tempo até a tinta julgada especial descolore e se desmancha igual.

 

Espumamos no vermelho

Ouço gritos, vejo choro, a porta batendo...

Aonde foram os abraços, os risos, os conselhos?

O meu vermelho coração só se remoendo...

 

Chega o enfim fim preto

Toda dia da sua ausência é escuro.

A minha solidão inaceitável vem em tom negro

Percebi, já tarde demais, que não existe amor puro.

 

 É aquarela de fases e momentos

Que precisam ser vividos cor a cor

Pois sem os desfoques e desbotes

Não aprenderíamos a colorir o amor!

 

(E a entender que ele atravessa a ponte

 Mas que toda cor pode ser fonte

De uma interpretação.

Que com um pouco de resignação

Tudo se enfrenta, tudo passa

É uma questão de cuidar do coração)



publicado por Juliana Correia às 20:58 | link do post | favorito

Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



mais sobre mim
Setembro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30


posts recentes

inferno astral

Descortinado

A arte do impossível.

Pouso.

Nanquim.

Brigitte Bardot

Sapatilhas.

Não é assim que a banda t...

Vulnerabilidade

História musicada auto-ex...

arquivos

Setembro 2010

Janeiro 2010

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

links
blogs SAPO
subscrever feeds