Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Fora da janela, além das cortinas se balançando ao vento

Um sol se impõe ( e se põe)

Debaixo dos lençóis brancos, você dorme

Com magras mãos de alento

Com ruivos cabelos compridos

Com olhos de bicho desconfiado

E sardas e lágrimas que dão o tom

que dão as cores, que são o desenho do meu dia-a-dia

migalhas do que me guia - tua tisteza e tua beleza.

 

O breu inunda o quarto

Eu tomo banho de silêncio -

Tudo que eu não vi, não sei, não pude, não quis

Tudo meu, tudo não me pertente e me constitui, tudo por um triz -

eu por um triz.

 

No escuro, sem você, no silêncio, na calada da noite

Faço um samba mental

E me dispo de mim -

Só posso me ver não me vendo.

Só poss me ser não sendo.

 

Adormeço.

Vou acordar com a sua mania de cantar um samba matutino...

Eu sei.

"Cantando eu mando a tristeza embora..."

E eu também.

 

 

 

 

 

 



publicado por Juliana Correia às 15:50 | link do post | favorito

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