Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

Eu já quis dizer tanta coisa - para mim, para você

Mas não adianta nada.

Cada palavra que eu sussuro pra mim:

"- como fui burra! que idiota! ele deve estar feliz!"

Enche de culpa

E desautoriza meu coração a chorar

a tua ausência, a minha angústia, esse nosso já-não-é-não-será.

Você sorri, eu desisti

De entender o amor efêmero

o amor em si, a vida, você

 

Ontem éramos pra sempre

E hoje, não mais que de repente

Você não está mais aqui

Nada seu está.

nem seu pensamento mais remoto

seu toque, seu sorriso, sua preocupação

Mas seu cheiro continua comigo

E você é o segredo que lacro no meu coração.

 

Eu corro a caneta, correm as lembranças

Alegria, briga, cumplicidade, dança...

Avanço, volto, avanço, volto

Quem vive de passado é museu

Mas que futuro tenho eu?

Se você realmente vai, então vá rápido

Porque sua presença é constante ( e fria, gelada, ácida, inaplacável)

E já não me permite ficar sozinha.

 

Para que fizemos tanta jura

tanta loucura

por amor?

Eu queria não me arrepender de nada, mas as vezes me arrependo

Pensar que cada sorriso

outrora a mim dirigido

arranjou outro lugar pra se guardar

outra inspiração pra se mirar

pensar que seu desejo tão ardido

não mais em mim explodirá

nem eu serei mais a responsável por o despertar

 

Foi fácil me substituir?

Porque o seu buraco vazio ainda está aqui...

Só queria que você soubesse, ao fim

Que achei que seriamos eternos cúmplices

e que mesmo depois do fim, ainda esperei e acreditei nisso por um tempo

o óbvio que já não via, meus olhos só viam o que o coração queria

E que o mundo inteiro seria sempre nós dois

Você foi o amor da minha vida

e na hora da despedida

só me restou chorar.

(pena que a despedida eu faço as poucos, a cada dia

sua ausência, sua partida, minha ferida...)

 



publicado por Juliana Correia às 23:49 | link do post | favorito

De Mila a 11 de Dezembro de 2007 às 18:36
'Ontem éramos pra sempre
E hoje, não mais que de repente
Você não está mais aqui
Nada seu está.'

Não me resta dizer mais nada. O texto é lindo, você é de um lirismo incrivel! Beijos.



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