Segunda-feira, 16 de Julho de 2007

Ana não acreditou. Não tinha acreditado antes e não acreditava agora. Ela tinha dado risada quando as amigas levantaram a suspeita de que ele tivesse outra. Nem sequer tinha considerado quando seu irmão,Felipe, a deu o mesmo aviso. Achava todos uns loucos que não compreediam seu amor. E foi assim, meio ao acaso, que ela, no meio de seu passeio pelo cinema do museu, um lugar que ela nunca ia, deu de cara com Carlos e uma moça loira. Ana não acreditou. Assim, no meio de tudo e de todos? Assim, correndo o risco de ser visto, de perdê-la? Ela assistiu, toda encolhida, ao beijo que seu namorado deu na loira. Se virou na pilastra, enconlheu-se de forma que ele não a visse e chorou. Ela sabia que a partir dali, ela teria que fazer alguma coisa - talvez até alguma coisa que ela não quisesse - apesar de tudo.

 

_________________________________________________________________________

 

 

Enquanto isso, Ernesto tinha uma missão difícil. Ele ia terminar seu namoro com Larissa. Alguns podem dizer que para o homem isso não é nada e/ou que se você não tem vocação para Jesus Cristo isso não vai partir seu coração. O caso é que Ernesto gostava de Larissa. Da sua essência, do seu cheiro, da sua pele e principalmente de quando ela sorria. O caso é que desistir dela, fazia bem e mal a ele na mesma proporção. A questão crucial era: como olhar naqueles olhos (que tantas outras vezes ele havia olhado para jurar amor eterno, para enxugar uma lágrima de emoção, para se enxergar dentro de alguém, para confirmar a sua própria felicidade de possuí-la compartilhando a vida com ele) e dizer que chegou o fim? Como ver aquela boca, que outrora lhe aconselhou, que sempre lhe sorriu, que lhe beijou de mil desconcertantes maneiras, que lhe mordeu nos seus pontos fracos, se revirar sem expressão? Terminar com quem a gente gosta nunca é fácil  e ainda assim- injustiça -as vezes é necessário.



publicado por Juliana Correia às 12:30 | link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

Sexta-feira, 13 de Julho de 2007

Eu gosto do subliminar. Da sutileza mais ampla que houver. Gosto daquele sorriso que se abre quando alguma besteira é dita. Gosto daquele olhar que passa todas as intenções, junto com aquela cara de surpresa que sussura no ar "como você pode estar ainda mais bonita do que sempre?". Isso é sedução.

Não gosto de faxas na rua ou carros de mensagem com som. Não gosto de ridicularizar o que deve ser cultivado muito nas entrelinhas. Aceito e admiro uma flor, que vem sem ser esperada. Como não sorrir quando lhe entregam aquela florzinha singela e sutil, com um cartão: "me lembrou a tua pele...". Algo mais precisaria ser dito?!

Gosto das coisas inventadas, surpreendentes. Não quero almofadas de coração (já tenho a minha, que minha amada amiga me deu) nem porta retratos de casais sorridentes. Quero o albúm de Harry Potter. Ou talvez a revista Istoé. Eu sou assim, fazer o quê? Perdi um pouco do romantismo para a praticidade. Acontece e não é de todo o mal, no fim das contas.

Me desculpem os avançados, os que são conquistados por beijos, pele, voz ou cheiro. Admiro vocês. Mas eu, sou conquistada pelo esforço mental.

Posso ser brega, e clichê e tudo o mais, mas eu gosto sim de sutileza. (Além de agrados, mimos, e etc fofonildos de maneira geral.)

Talvez seja meio típico de mulher...mas isso já são outras conversas.

 

 

 



publicado por Juliana Correia às 14:10 | link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito

Terça-feira, 10 de Julho de 2007

Amor não se entende

Se mira no abismo, sem razão

Tudo que a gente é - vira o tudo que a gente sente.

 

Uma tentativa

Pode ser azar ou sorte

Mas sabendo que pode ser tudo ou nada

É necessário ser forte

Para escancarar a pele numa possibilidade

Que pode ser de vida ou morte.

Para dividir a vida

Com quem pode fazer sorrir ou trazer profundo corte.

 

 



publicado por Juliana Correia às 14:22 | link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

Sábado, 7 de Julho de 2007

Por favor ,me peça pra ir embora. Ou pra ficar o máximo de tempo possível. Me peça colo. Ou pra escutar seus problemas. Me peça calma, tolerância, paciência. Me peça tempo. Me peça pra dizer tudo ou apenas pra ouvir. Me peça pra te fazer um cafuné, ou pra te dar espaço. Exija que eu te deixe quieto, ou me obrigue a grudar em você. Me peça qualquer coisa, mas me peça algo que me faça ter certeza que você sabe o que está fazendo. Porque insônia, quatro da manhã de sexta-feira, não dá pra mim não. =/

 

 



publicado por Juliana Correia às 07:26 | link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Quinta-feira, 5 de Julho de 2007

Os homens, mesmo os mais inteligentes e que eu particularmente admiro, saem as vezes com umas tiradas muito bobas.

Aqui na Pituba, fundaram uma academia de ginástica só para mulheres. E a partir daí, uns dois já me perguntaram porque uma academia que não aceita homens.

Razões existem várias - algumas bem óbvias, outras mais cheias de análises subjetivas. Não sou nenhuma craque ou entendida em academias, mas...

 

1 - Nem todas as mulheres (na verdade, quase nenhuma) tem o corpo da Scheila Carvalho. Porém, sem exceção, toda mulher quer se sentir bonita, admirada e com aquela possibilidade de charme sensual que não se explica - apenas se exala. E são poucas as que se sentem a vontade para desfilar na frente de possíveis futuros pretendentes cheias de lycra mostrando o que não deve (mas deve, as curvas) e o que não se deve mesmo (as celulites e as estrias e as pelancas e as banhas. é isso aí - não podiam fazer batinhas de malhar?! talvez assim até eu me adaptasse ao esquema.) Logo, uma academia só de mulheres proporciona o conforto, de ao estar construindo o "corpo de Scheila Carvalho" não ser vista - e sim só ser vista se exibindo por aí depois de tê-lo obtido. (Ainda existe é claro, a comparação, porque tem de tudo quanto é tipo de gente né? As loirinhas saradinhas e as coroas sequeladas...Que auto estima resiste a tantos baques, na frente de olhares masculinos que servem de reflexo do sucesso ou não?!)

 

 

2 -  Confesso que não frequento academias, mas sei que rolam paqueras...e algumas não são tão  legais/sutis(tá, isso de achar que sutil é sinônimo de legal é coisa minha). Aqueles olhares profundos para os ângulos mais inescrupulosos enquanto se malha em posições constrangedoras...ou até aqueles "gostosa" que só faltam dar cambalhotas no ar tamanha a profusão empolgada com que saltam das bocas alheias. Nem todo mundo se sente confortável aí. Tem gente que só quer malhar e ser saudável e tal.

 


música Marina Lima - Fulgás

publicado por Juliana Correia às 21:52 | link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

Terça-feira, 3 de Julho de 2007

Em grande parte do meu tempo fico pensando sobre a vida. Não a minha, ou a sua, apenas o existir de maneira geral e as coisas inerentes a existir na sociedade atual. As conclusões são tão variáveis, tão variadas e tão rápidas se concluem, que queria ter uma impressora no cérebro para poder guardar todos os pensamentos, podendo compará-los depois afim de ter conclusões mais contudentes.

Eu acho que tudo pode ser pra sempre - embora isso nem sempre seja saudável. E justo por poder não ser saudável, é egoísta. Qualquer amor pode dar certo, embora a gente nem sempre prefira esse  caminho. Quanto mais se caminha para o futuro, com mais rapidez as coisas fluem e são trocadas. Um celular a cada mês, sexo no primeiro encontro, substituição fugaz de tudo e todos. Tecnologia e avanço - alguns dirão. Necessidade masculina de espalhar seus genes por aí, pura biologia - replicarão outros. A questão imediata é: pra que toda essa velocidade? A vida é muito rápida - talvez você me responda.  Mas, quando o mar parece grande e até assustador pela constante e rápida troca de ondas, não parece reconfortante ter um porto seguro?! Na minha humilde opinião, sim.

Um amor eterno não é fácil, uma relação eterna não é fácil, e hoje em dia pode vir a ser sinônimo explicativo da palavra escassez. "Ahhh, ele tá muito briguento esses dias. Vou acabar. Quem merece esse estresse?". Alguém deve merecer, mas não você, que acorda todo dia cheirosa, que não tem tpm, mau humor, nunca briga com os pais, não tira notas ruins ou recebe multas de trânsito. Não você, que não é orgulhosa, que não é teimosa, que não é egoísta, nem tem interesses mundanos e nunca precisa de espaço para ficar a sós com a sua consciência. Tudo é uma questão de vontade, de desejo, de paciência - do blábláblá do amor.

Pode, portanto, não ser saudável investir em um relacionamento, pois ele terá fases e nunca trará as certezas de que os dois se apóiam no mesmo barco pelo mar com a mesma intensidade. A gente nunca sabe quando o outro vai querer pular. Mas pode também não ser saudável, porque nem tudo serão flores, nem tudo serão borboletas e nem tudo será lindo - por mais que em todos os orkuts de casais "cada minutinho ao seu lado seja mais especial que o anterior", na prática nem tudo é um mar de rosas, convenhamos - e é dolorido saber que haverão dias tristes, dias estranhos, dias de briga e também dias sem explicação - e que a isso estamos nos propondo de bom grado. Haverão crises e desentendimentos, e lágrimas rolarão. Mas é egoísta desistir de alguém justamente por sua condição humana de instabilidade.

 

Se o amor for para sempre, a  relação também pode ser.

:)

 



publicado por Juliana Correia às 14:36 | link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito

mais sobre mim
Setembro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30


posts recentes

inferno astral

Descortinado

A arte do impossível.

Pouso.

Nanquim.

Brigitte Bardot

Sapatilhas.

Não é assim que a banda t...

Vulnerabilidade

História musicada auto-ex...

arquivos

Setembro 2010

Janeiro 2010

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

links
blogs SAPO
subscrever feeds