Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

Ás vezes faz-se necessário esquecer/superar - mesmo sem querer

Nessas horas a vida insiste em se fazer triste

Mas a tristeza é também parte inerente deste viver

E quem tenha morrido de triste não existe!

 

E na tristeza do momento vem também o aprendizado para o futuro

Vem também o orgulho da etapa vencida

A sensação de não mais tatear com sentimentos no escuro

E as velhas sensações voltam a ser sentidas.

 

Mas para cada passo para trás, hoje dou sete a frente

As lágrimas que tanto caíram já não escorrem agora.

Não se vive mais a espreita do que se sente

Até porque já não se sabe o que se sente. ("ainda se sente?"  esmola...)

 

 A raiva é um alimento dos fracos

Mas ela comprime o que tenta resistir de bonito

E com ela faço laços (profundos, profanos, sagrados)

E é nela que eu faço a festa, alforria - te extirpo.

 

(aos poucos, porque eu sou assim

me deixo solta, me deixo livre

para sentir o que vem de mim)

 



publicado por Juliana Correia às 02:57 | link do post | comentar | favorito

3 comentários:
De larissa a 17 de Agosto de 2007 às 18:04
texto lindo, cheio de sentimento, aliás como todo texto q vc faz...
bjo, saudade grande.
te amo ;*


De Mila a 18 de Agosto de 2007 às 02:31
eita que essa psicóloga pseudo-jornalista escreve muito!


De Amadan a 18 de Agosto de 2007 às 03:16
Um escritor (não recordo qual) disse que as suas grandes epifanias que lhe davam inspiração para escrever, naqueles momentos em que se sentia vazio de palavras, sempre surgiam logo após receber um telefonema do seu editor a cobrar a entrega do manuscrito atrasado.
Neste caso: Devia, logo, criava.
Aqui neste poema, também criaste:

"(aos poucos, porque eu sou assim
me deixo solta, me deixo livre
para sentir o que vem de mim)"

ou mais propriamente, quando temes, fazes uma recriação de ti mesma.
Isso chama-se, crescer


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