Domingo, 12 de Agosto de 2007
Existem muitas coisas que se aprendem com a vida. Aprendi a andar com as próprias pernas, a falar e a comer sozinha. Aprendi a conhecer meus limites e a demonstrar carinho. Logo aprendi também que decepção não mata, mas ensina a viver - e que tristeza que algo desta estirpe ENSINE A VIVER! Que vida é essa meu Deus, que se aprende desse jeito? Aprendi que não existe receita mágica para fazer quem não se importa, se importar. Por outro lado, isso me fez aprender a valorizar as pessoas maravilhosas que eu tinha ao meu redor e a redobrar meu cuidado para jamais perde-las. Aprendi que existem rarissimas pessoas nas quais podemos confiar. Aprendi a não fazer com os outros o que não quero que façam comigo - e a partir daí criei meus paradigmas: não mentir, respeitar, falar a verdade e considerar o humano das pessoas em primeiro lugar, para que de mim elas tivessem uma última lembrança que as fizesse acreditar que eu era uma pessoa legal e que elas não tinham desperdiçado tempo, amor e energia comigo. Aprendi que é melhor ouvir a cabeça, mesmo com vontade de ouvir o corpo ou o coração. Aprendi a me fechar completamente, a deixar poucas pessoas terem acesso ao meu mundo. Aprendi a não acreditar em relacionamentos amorosos e fui aprendendo com o tempo a reforçar esse aprendizado. Aprendi que sem as minhas amigas e a minha família não dá pra viver. Aprendi que sob muitas coisas que mecheriam diretamente com a minha vida eu não poderia interferir - e ainda assim, viveria as consequências. Aprendi a deixar esse sorriso grande chegar até aonde tinha que chegar. Aprendi que falar palavrão não me fazia pior. Aprendi que eu sou o que sou e que só quero que gostem de mim pelo que sou. E aprendi que muita gente ia gostar ainda mais de mim por isso. Aprendi que sou bonita e mereço ser admirada. Que sou legal e mereço ser amada. Aprendi que tenho uma força que vem não sei daonde e que tenho ainda uma capacidade enorme de me surpreender nas horas que preciso de mim. Aprendi que sou jovem e que tenho muitos caminhos pela frente. Aprendi que sou especial e mereço ser feliz - e que a felicidade é algo que construo todos os dias ao lado de quem quer estar ao meu lado. Aprendi que há males que vem para o bem e que de tudo se tira um aprendizado. Aprendi que a vida é bonita e sempre será. É uma questão de saber ver. Aprendi a estar aberta para a vida. E hoje eu estou. Aprendi que as situações se repetem até que você aprenda algo com elas - e eu tô aprendendo! Aprendi que prefiro ouvir as piores verdades do que as melhores mentiras. Ainda não aprendi a deixar a minha raiva se expressar. Ainda penso demais nos outros . Não aprendi também a reclamar os meus direitos, a controlar meu ciúme das amigas e nada de física ou química. Mas em compensação, aprendi que todo desafio é pra ser encarado e hoje estudo genética e estatística. Em um resumo de mim mesma eu diria que sou alguém que se entende e se respeita - e aí acaba sim metendo os pés pelas mãos, nessa busca pelo que chamamos de felicidade- mas tudo com consciência. Eu sei o que eu quero - e sei também com clareza o que eu não quero. Sou aquela pessoa que você pode machucar uma vez ou duas, e chorar depois por isso. Sou alguém que tem facilidade para relacionamentos interpessoais. Que fala demais. Que exige muito. Sou aquela que na roda de amigos está sempre fazendo a piadinha. Mas também sou aquela que chora demais. Sou irresponsável, desligada e desorganizada. Tento falar de como eu me sinto e acabo mal interpretada. Sou aquela rasteirinha "de boa", sou desencanada, sou aquele miojo com vinho barato e também sou aquela que todo mundo liga pra desabafar. Sou trident de canela, livros na estante, filmes de Woody allen. Sou o volei que eu tanto gosto, o boteco que eu me encosto. Sou o meu jeito, e se não te agrada tudo bem. Sou meus cds de los hermanos, o amor que sinto pelo meu irmão, o limite estouradasso do meu cartão de crédito. Sou o abraço mais quentinho, a palavra sincera e o orgulho ferido de mulher. E...gosto de ser o que eu sou! :) Juliana Sales Correia

música Quarteto de cinco - A praia.

publicado por Juliana Correia às 19:45 | link do post | comentar | favorito

3 comentários:
De Mila a 12 de Agosto de 2007 às 20:36
MUITO LINDO ESSE TEXTO, AMEI MESMO.


De Larii Walter a 13 de Agosto de 2007 às 00:59
Já fiz o comentário de tal texto pessoalmente. =x


De Amadan a 13 de Agosto de 2007 às 04:34
No final das contas: és uma Mulher.


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