Sábado, 4 de Agosto de 2007

Um dia é composto de vinte e quatro horas

Passam-se minutos correndo no relógio do pulso.

Corro eu, também para dar conta de tanta vida lá fora.

Corro eu, para acertar dos meus pensamentos o fuso.

 

Corro com os segundos, processando em quantos não pensei em você

Na contramão das horas, que chegam com mais e mais saudade

Corro para fazer você inexistir, corro querendo te possuir e corro pra te esquecer.

Trabalho problema e estudo faziam do processo a tríade.

 

Levanto de supetão, já saio correndo junto com os ponteiros

O dia esvai na tinta do céu, depressa - e eu com pressa.

Peço para o dia se estender me distraindo, certeiro.

E ele vai no embalo, eu vou nessa.

 

Mas de que adianta distrair a cabeça,

se tenho um indistraível coração?

Ele não desiste, ele não esquece, ele não suspeita.

Apenas bate e bate e bate, sem aparente razão.

 

Nos atabaques do ritmo traz seu nome, acorde por acorde

E a noite chega....e eu me deito.

Nessa hora ninguém me ajuda, ninguém me acode.

Debruço-me sobre nós - o que foi e o que podia ter sido - faço disso meu leito

...e me ponho pra dormir.

 

 

 



publicado por Juliana Correia às 18:42 | link do post | comentar | favorito

2 comentários:
De Vinicius a 5 de Agosto de 2007 às 00:46
otimo, prefiro a "Ju" que escreve dessa maneira, desse jeito. Ele é mais parecido com voce, com o seu jeito de ser e define o jeito unico que voce tem de escrever.

Nao sei se voce foi pro Zelia na sexta, gostaria de pedir aqui desculpas se por acaso tenha aparecido la e eu nao estava la pra te dar um oi. Realmente nao pude esperar, sinto muito. Beijo =*


De Mila a 5 de Agosto de 2007 às 21:48
Cá estou eu novamente embasbacada com os textos de Juliana...e que siga assim...beijos


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